Ver para além da crise

Em virtude da desaceleração da economia e do aumento da dívida pública, resultantes do impacto da desvalorização do metical, o Parlamento Moçambicano votou favoravelmente no final do passado mês de Julho o Orçamento de Estado rectificativo para 2016, revendo em baixa do crescimento económico do País de 7% para 4,5%.

 Segundo os dados apresentados pelo Governo Moçambicano os principais cortes vão-se verificar não só nas áreas das despesas de funcionamento, relacionadas com bens e serviços, onde o corte será de 40%.

A agência de notação financeira Moody's, veio considerar que há um risco cada vez maior para os credores, uma vez que a forte desvalorização do metical e a diminuição das reservas cambiais em Moçambique, fazem com que o País esteja sobre a mira dos credores que receiam o incumprimento dos acordos firmados.

Tais receios de incumprimento foram agravados pelas notícias de que há dívidas no valor de 1,4 mil milhões de dólares contraídas por empresas públicas moçambicanas em 2013 e 2014, com o aval do Governo, não contempladas nas contas públicas.

Tal revelação levou a que o Fundo Monetário Internacional e os principais doadores de Moçambique, entre os quais os Estados Unidos da América, cortaram os seus financiamentos ao País, que tem agora também o desafio de restaurar a confiança da comunidade internacional e melhorar a transparência das suas finanças públicas.

Apesar deste cenário economicamente pouco favorável, não podemos esquecer que Moçambique tem um enorme potencial de crescimento em diferentes áreas como é o caso do turismo, da produção de carvão e da produção de gás natural liquefeito, que deverão ajudar a equilibrar no futuro a economia deste País.

Exemplo do investimento privado em tempos de crise é o acordo firmado entre as duas multinacionais ENI e Exxon para a exploração do gás natural em Moçambique, que no futuro poderá trazer grandes benefícios para o País.

Mais do que nunca Moçambique necessita e acolhe com grande satisfação e interesse quem através da iniciativa privada deseje apostar no futuro deste País. 

 

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